Homem de Nova York moveu ação judicial de indenização contra Grindr, um dos mais acessados aplicativos de encontros sexuais por homens gays. Apesar da denúncia, o app ignorou os perfis falsos fazendo com que centenas de homens o procurassem em sua casa e no trabalho em busca de orgias sexuais.

Matthew Herrick, 32 anos, alega que toda sua vida foi subitamente roubada por Grindr. Ele diz que possui um vasto relatório de denúncias de perfis fake registradas no aplicativo. Todas ignoradas.

No processo judicial, Matthew acusa Grindr de negligência, sofrimento intencional de angústia emocional, propaganda falsa e práticas comerciais enganosas por permitir que ele fosse transformado em chamariz involuntário de assediados e assediadores.

Começou quando um homem apareceu em seu apartamento. Matthew explicou que não estava no app. A pessoa em sua porta lhe mostrou o perfil no Grindr e o bate-papo supostamente trocado entre ambos. Tudo com fotos de Herrick seminu, copiadas de seu perfil no Instagram - como as mostradas nessa postagem.

Aquele foi o primeiro perfil fake devidamente relatado para Grindr, mas dias depois apareceram muitos outros.


A coisa complicou quando começou a aparecer em sua porta, e até no trabalho, uma média de dez homens por dia com expectativa de fazer sexo com Herrick.

Ele estima que mais de 700 homens apareceram devido aos perfis falsos. Um exemplo aterrorizante foi do homem que queria estuprá-lo para satisfazer "sua" fantasia sexual. O sujeito se recusava a sair do apartamento enquanto Herrick e seu 'roommate' tiveram que usar força física para expulsá-lo.

Em outra ocasião, seis homens apareceram para realizar uma orgia "previamente programada" no perfil falso.

Mesmo após um mandado judicial que ordenou Grindr a encerrar imediatamente todos os perfis fake, pelo menos outros 24 homens procuraram Herrick para praticar sexo.

Herrick alega que foi seu ex-namorado o responsável pelos perfis falsos. Seria a vingança dele por ter terminado o namoro. Seu ex nega as alegações.

"Minha vida, minha privacidade inteira foram roubadas de mim. Sou humilhado diariamente. É um inferno."
Documentos do processo afirmam que Herrick está "em constante autovigilância", temeroso de que alguém se aproveite da situação para lhe atacar ou violar.

"A mesma situação ocorreu no Scruff, mas o aplicativo tomou uma ação imediata: removeu o perfil fake e bloqueou o IP", comparou Harrick.


“Devido às circunstâncias, tive que deletar as minhas redes sociais. Tive problemas com um stalker que usou meus dados para se passar por mim. Ele criou contas fake no Grindr e Scruff e disse que eu sou uma pessoa racista e um eleitor de Donald Trump. Posso dizer que apoio as minorias e a comunidade LGBT. A difamação do meu caráter foi ao extremo. Para minha família, amigos e fãs, é triste ver essas mentiras sobre mim. Eu nunca falaria essas coisas e nem tomaria atitudes assim. Amo vocês. Se virem outros posts dessa natureza com meu nome , não sou eu.”
Fonte: Wired

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