O desenvolvedor do game online "League of Legends" confirmou na semana passada que irá introduzir um personagem LGBT jogável porque isso é "reflexo do planeta 2017". O jogo, desenvolvido e publicado pela Riot Games, tem milhões de jogadores em todo o mundo.

Ao The Rift Herald, respondendo a um fã se os desenvolvedores de jogos sentem a pressão de "políticas liberais", o diretor de design Greg Street disse que "para alguns jogadores [como ele], parece estranho quando um jogo não reconhece que o mundo real de outros jogadores ou o mundo fictício dos personagens do jogo são lugares diversos com diferentes religiões, gêneros, cores de pele e status econômico."
"Ter um personagem abertamente gay ou punir um jogador por desferir uma injúria racial a outro jogador não me parece político. É apenas reflexo do que acontece no mundo em 2017."
Em um post do blog, Street escreveu que o personagem será "canonicamente LGBT". Disse que a equipe por trás de "League of Legends" precisa garantir que o jogo continue disponível em outros países quando o personagem for adicionado. "Existem países cujas leis em torno de coisas que consideramos bem normais nos EUA não encaram da mesma forma."

Ao Herald, ele colocou: "Definitivamente, nós queremos esse personagem [LGBT]. Devemos isso aos jogadores e, eu acho, ao mundo."

Em 2015, os criadores de "League of Legends" assumiram uma postura radical para combater a homofobia - e funcionou.

Legends é um dos jogos mais populares de batalha em arena do mundo, tem uma comunidade maciça de mais de 67 milhões de usuários mensais. Dado o grande universo da comunidade, o jogo sofreu mudanças para ajudar a resolver o problema de racismo, homofobia e sexismo nos jogos.

O diretor de  Design da Riot Games, Jeffrey Lin, na ocasião falou sobre os desafios e sucessos da nova abordagem para moderar manualmente os usuários.
"Tivemos de mudar a forma como as pessoas pensavam sobre sociedade online e mudar suas expectativas sobre o que é aceitável ".


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