Johanna Wright, vice-presidente do YouTube, admite: "Erramos". 
YouTube reconhece que cometeu erro e promete corrigir o fenômeno que ocultou vários vídeos de youtubers LGBT.

O recurso "Modo Restrito" do site, introduzido pelo Google para "filtrar conteúdo potencialmente inapropriado", ocultou automaticamente vários vídeos LGBT aparentemente benignos.

Depois que o site se desculpou por "toda a confusão" em um tweet na última segunda-feira (20/03), Johanna Wright, vice-presidente de gerenciamento de produtos do YouTube, foi além em suas desculpas pelo mau funcionamento.

"Nós entendemos que isso gerou uma confusão generalizada e foi perturbador, e muitos de vocês demonstraram suas preocupações sobre o Modo Restrito para o conteúdo de vocês que foi injustamente impactado", ela escreveu.
"O ponto é que esse recurso não funciona da maneira que deveria. Lamentamos e vamos corrigi-lo."
Por padrão, a opção fica desativada, mas usuários podem ativá-la e bloquear a configuração. Essa decisão é tomada muitas vezes para que crianças não tenham acesso a vídeos ofensivos ou explícitos.

Wright esclareceu que o Modo Restrito foi criado para restringir mensagens com profanidade, violência, vícios e transtornos alimentares e não para vídeos LGBT educacionais, como por exemplo "Do LGBT+ Australians Want Gay Marriage?" (Será que LGBT e australianos querem casamento gay?), do canal de Fiona Morris, uma das youtubers prejudicada.

"Nosso sistema, por vezes, comete erros no entendimento do contexto e nuances quando avalia vídeos pelo Modo Restrito", continuou Weight.

Ela pediu desculpas pelo bloqueio aos youtubers LGBT e admitiu: "nós erramos".
"Levará tempo para auditar completamente nossa tecnologia e apresentar novas mudanças, por isso, tenham paciência conosco. Não há nada mais importante para nós do que ser uma plataforma onde qualquer um possa fazer parte, ter uma voz e falar quando acreditarem que algo precisa ser mudado."

Youtube no Twitter: "Nos desculpem por toda confusão com o Modo Restrito. Alguns vídeos foram incorretamente taxados e isso não é justo. Estamos correndo atrás disso. Mais notícias em breve."


Outro tweet: "O que está acontecendo e como estamos consertando o problema [Modo Restrito]":

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