'É na nossa vida cotidiana que todas essas identidades complexas se unem para nos tornar quem somos", Eric Gyamfi.

O projeto de Eric Gyamfi "Just Like Us" nasceu como forma de preencher um vazio do fotógrafo.

Ele é nativo de Gana, uma nação onde a homossexualidade é ilegal e um candidato presidencial declarou uma vez que ele queria "colocar os gays diante de um pelotão de fuzilamento".


"O plano era documentar um aspecto de minha história que eu sentia que não havia sido documentado", explicou ele para o New York Times

Para Gyamfi, a ideia era construir um espaço em Gana para mostrar que as pessoas LGBT existem e que elas são como qualquer outra pessoa. "É uma maneira de estabelecer que há pessoas LGBT aqui", disse ele. "Não se trata apenas de divulgar para o resto do mundo, mas para criar um espaço para nós na história."

Em 2015, ele passou um tempo com uma organização que luta para para acabar com a violência contra a comunidade LGBT. Gyamfi fotografou algumas das pessoas com as quais organização trabalhava e depois exibiu as fotos por toda parte. 

As pessoas respondiam coisas como: "Essa pessoa merecia" ou "Essa pessoa não é normal" e essas reações o convenceram de que ele precisava organizar uma intervenção mais radical para mudar a forma como as pessoas vêem a comunidade LGBT.


O objetivo foi mostrar os ganeses LGBT são mais do que apenas vítimas. Gyamfi passou cerca de um ano tirando as fotos de "Just Like Us", vivendo com seus atores por semanas, às vezes meses, antes de tirar qualquer foto.

Muitas imagens não se concentram na sexualidade ou na identidade: "As pessoas são queer, mas também são outras coisas", disse Gyamfi ao New York Times. "As pessoas que não entendem o modo de vida gay têm uma noção peculiar de como os gays são ou como devem ser."

"É na nossa vida cotidiana que todas essas identidades complexas se unem para nos tornar quem somos", diz ele. "Mostrar pessoas em sua vida cotidiana pode ser poderoso e tem potencial para conquistar empatia das pessoas ou fazê-las se sentir conectadas".



As pessoas que visitavam "Just Like Us" frequentemente perguntavam: "Mas onde estão as pessoas LGBT?" E esse é mais ou menos o ponto, diz Gyamfi.

"E eu perguntava a eles, 'quem é uma pessoa LGBT?' ou 'com o que se parece uma pessoa LGBT? Porque, essencialmente, as pessoas têm ideias preconcebidas de como a comunidade LGBT é representada."


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