"The Assignment" estreou essa semana em Nova Iorque. No filme, Sigourney Weaver é uma cirurgiã plástica psicopata que realiza uma cirurgia de redesignação de sexo na personagem de Michelle Rodriguez.

Recentemente intitulado "The Assignment" ("A Designação", tradução livre) - antes "(Re) Assignment" e "Tomboy" -, a personagem central é uma matadora de aluguel (Michelle Rodriguez) que é forçada a se submeter a uma cirurgia de redesignação sexual pela personagem vingativa de Weaver.

O filme foi amplamente criticado pela comunidade transgênero, mas o autor, diretor e roteirista, Denis Hamill, rebateu as críticas esta semana.

Denis Hamill entre os atores Sigourney Weaver, Michelle Rodriguez e Tony Shalloub
Em entrevista à Variety, Hamill disse: "Em primeiro lugar, o personagem não é transgênero. Para ser transgênero, você tem que acreditar que você está no corpo errado", explicou.
"Ele é forçado a entrar num corpo no qual não se identifica. Ele passou por mudança de sexo, mas não por mudança de gênero. Não se trata de deboche ou exploração das pessoas da comunidade transgênero. Politicamente, todo mundo que trabalhou nesse filme é progressista. A última coisa que pretendíamos ao fazer esse filme era insultar qualquer pessoa. É puro entretenimento."

O filme recebeu críticas mistas e divididas. A manchete do artigo na Refinery29 - "Esse filme estrelado por Michelle Rodriguez, como um trans assassino, está além do problemático" - surpreendeu o diretor do filme, Hamil admite, embora insista em dizer que sua intenção foi fazer um filme "pulp" e nada mais.
"Certamente não estou aqui para tornar a jornada dos transexuais mais difícil. Na verdade, eu acho essa insinuação insultante", disse ele. "Vivemos tempos em que a política de identidade é bastante prevalente, e as pessoas politizam quase tudo".

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