Protesto em Berlim contra a perseguição dos gays na Chechênia: 'O mundo está assistindo' - Foto Getty Image 
Um fugitivo checheno que abandonou a república russa para escapar da perseguição aos gays, compartilhou um relato angustiante de sua fuga para a revista russa Snob.

O homem, que pediu para permanecer no anonimato por medo de retaliação, compartilhou a história perturbadora de um adolescente de 17 anos, que teria sido empurrado da sacada do 9 º andar de um prédio por seu tio, depois de contar à família que era gay.

O homem disse que foi o seu mulá [espécie de guru local] quem revelou esse triste acontecimento após ele próprio contar ao religioso que é gay. 
O mulá teria dito ao fugitivo: "Como checheno e como homem eu não quero vê-lo mais aqui. Nem na mesquita, nem neste distrito. Eu quero que você vá embora agora, porque tudo o que você falou é a coisa mais repugnante que você poderia expor. Espero que seus parentes tenham a dignidade de lavar a sua desonra. Vá embora."
Antes de ir embora, o mulá teria lhe contado sobre a morte do jovem de 17 anos.

Na semana passada, sobreviventes da perseguição relataram que as famílias de homens gays e bissexuais estão sendo convidadas a participar da morte de seus parentes nos presídios locais.
Cartaz do protesto em Berlim que diz: "Putin teme os gays" - Getty
"Mate seus entes queridos ou iremos matá-los de qualquer maneira", é a mensagem que autoridades policiais enviam aos parentes de homens homossexuais. Chamam essa atrocidade de  "lavar a honra com sangue".

Alguns aparentemente cometeram o ato.

Segundo o G1, Vladimir Putin, presidente da Rússia, teria declarado no dia 05/05 que investigará as supostas perseguições a homossexuais na Chechênia, depois de a chanceler alemã, Angela Merkel, questioná-lo sobre esse tema.
"Falei com o procurador-geral e o ministro do Interior para que ajudem" a ombudsman de Direitos Humanos do Kremlin, Tatiana Moskalkova, a verificar estes supostos abusos, anunciou Putin, segundo um comunicado do governo.
A procuradoria-geral abriu uma investigação, mas as autoridades russas quase não reagiram à denúncia. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, declarou que as informações da Novaya Gazeta [jornal indepentente que investiga o caso] não haviam sido confirmadas. 

Segundo o jornal, as autoridades da Chechênia teriam detido e torturado mais de 100 homens gays na região.

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